Analise técnica, linhas de tendencia e suporte e resistência
1 O que é a análise Técnica?
A Análise Técnica é a análise
das cotações históricas tendo em vista prever as evoluções futuras das cotações
de um título. A Análise Técnica parte de diversas premissas que passamos a
analisar:
a.
A cotação de um título desconta tudo: Charles Dow é considerado o pai da
Análise Técnica. Por essa razão, muitas das teorias da análise técnica assentam
na teoria de Dow. Talvez a mais importante seja a de que o mercado desconta
tudo. Na prática, um analista técnico crê que a cotação presente de um título
reflecte toda a informação que se conhece acerca do mesmo.
b.
As variações das cotações não são aleatórias: a maior parte dos analistas
técnicos crê que as cotações evoluem segundo tendências. No entanto, os
analistas técnicos também concordam que podem existir períodos de tempo em que
as cotações podem não seguir qualquer tendência definida. Ainda assim, a
preocupação do analista é identificar correctamente a tendência de forma a
investir correctamente.
c.
O analista preocupa-se com «QUANTO?» e não com o «PORQUÊ?»: o analista técnico
não estuda a envolvente fundamental de uma empresa mas sim o histórico das
cotações e da tendência das mesmas. A sua preocupação não é saber porque é que
as cotações subiram mas sim identificar a subida antes que esta ocorra.
A análise técnica parte de uma
perspectiva generalista até chegar à análise da empresa. Assim, o analista deve
iniciar o seu estudo pelo sector de mercado em que a empresa se insere para
depois estudar a empresa propriamente dita. A análise deve partir da análise de
longo prazo para depois analisar a evolução de curto prazo quer do sector de
actividade quer da empresa propriamente dita.
O analista tem basicamente uma
ferramenta de análise que são os gráficos quer das cotações históricas quer de
indicadores matemáticos calculados com base nos históricos de cotações. Vejamos
os elementos básicos da análise:
Tendência
O objectivo primário é
identificar a tendência de evolução da cotação. Numa linguagem mais simples, o
objectivo é verificar se o título se encontra numa evolução de queda (bearish) ou numa evolução de subida (bullish – Gráfico 1).
Suporte
Áreas de congestão abaixo da
cotação presente de um título são áreas que podem marcar níveis de suporte para
a cotação do título. Caso essa linha seja rompida, poderemos entrar numa zona bearish (Gráfico 2).
Linha
de Resistência
Áreas de congestão acima da cotação de um título definem
níveis de resistência. Se a cotação romper essa linha de resistência podemos
entrar numa zona bullish.
Momento
O momento de uma empresa é geralmente calculado com base
em osciladores como o MACD.
Pressão vendedora/compradora
Para identificar se a pressão está dos lado dos Bulls
(Compradores) ou dos Bears (vendedores), o analista técnico socorre-se da
análise do volume associado ao
título.
Tal como a análise fundamental, a análise técnica encerra vantagens e desvantagens. A maior vantagem é que o analista técnico só se concentra na cotação do título. Ora se a maior preocupação é prever a evolução futura da cotação, faz todo o sentido analisar a cotação histórica. Outra vantagem prende-se com a identificação de linhas de suporte e resistência que definem limites potenciais da evolução da cotação da empresa. Finalmente, a análise técnica é óptima para decidir o momento de entrada no mercado.
A maior desvantagem da análise 100% técnica é que é esquecida por completo a análise fundamental. As cotações, além de serem influenciadas pela sua evolução passada, são igualmente afectadas pela envolvente de mercado em que se posicionam. Outra desvantagem é que a análise técnica geralmente não antecipa as inversões de tendência antes que elas ocorram. De facto, só após a tendência se ter começado a desenhar é que é geralmente detectada.


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